Depois de tanto escrever sobre assuntos inusitados, não sei porque ainda me espanto. O legal é que achei a notícia
tão curiosa, que resolvi voltar correndo pro blog.
Quem nunca ouviu a expressão “cu
doce”? Bom, uma doceria britânica está tentando literalmente nos fazer rever
esse conceito. O Edible Anus (ou ânus
comestível, em tradução livre), é um chocolate “feito e moldado a partir da
delicada parte de nossa modelo de bumbum”. A criação me lembrou um post antigo que fala do Vulva, perfume inspirado nas fragrâncias mais íntimas de uma mulher.
Vendido em caixas com até 10
unidades, o bombom é feito de chocolate belga (55% de chocolate amargo, 34% de
chocolate ao leite e 28% de chocolate branco) e a empresa garante que usa apenas ingredientes naturais.
Não gosto nem de imaginar o que seria isso...
Os chocolates podem ser comprados
pelo edibleanus.com e são entregues em
todo o mundo. Para aqueles que preferem algo
mais duradouro, a doceria também disponibiliza um modelo feito em prata. Agora,
se você é apenas um apaixonado por essa parte do corpo (assim como eu acho que
são os criadores do Edible Anus) e deseja
outros produtos, o site da empresa oferece outras opções, como camisetas e
canecas que trazem a palavra "ânus".
Muito amor
Segundo matéria publicada no G1, a
empresa acha que o chocolate “pode dissolver tabus culturais de gênero, classe
e orientação sexual, e espalhar a alegria de ensinar ao mundo a amar o ânus”.
Pois é, se existe o Dia dos Namorados (já fiz um post sobre ele aqui), é claro que em algum momento iriam inventar um Dia dos Ex-Namorados. A data escolhida foi 18 de abril e o mais legal é que, ao invés de ser uma data meramente comercial, é uma maneira de ajudar as pessoas.
Com o slogan "Que pena que acabou. Mas já que acabou, doe", a ideia na verdade é uma campanha do Exército da Salvação em parceria com uma agência de publicidade americana e tem um objetivo muito nobre. No Dia dos Ex-Namorados as pessoas podem se livrar de todas aquelas coisas que lembram o falecido (a), como roupas, acessórios, pelúcias e outros. Todas essas recordações - que muitas vezes ficam enterradas no guarda roupas - podem ser úteis e fazer a diferença na vida de quem realmente precisa.
Para divulgar a iniciativa, foram criados anúncios super legais em jornais que se transformam em caixas de presente nas quais os objetos para doação podem ser colocados. Além disso, também foi desenvolvido um aplicativo no facebook, onde os mais desapegados podem queimar as fotos do ex e compartilhar com os amigos, mostrando que quem vive de passado é museu. Isso sem contar uma animação bem bacana em stop motion:
Quer participar? As doações podem ser feitas online e o Exército da Salvação vai até sua casa retirar os objetos. É só agendar por aqui ou pelo telefone 4004-2299.
Os dedinhos reproduzem uma cena famosa, protagonizada ao final da Segunda Guerra
Não se sabe ao certo a origem da data, mas uma das versões mais populares conta que o Dia do Beijo surgiu por conta de um italiano. Enrique Porchelo, beijava todas as mulheres de sua vila, não importava se eram casadas ou solteiras. Muito contrariado com a situação, em 13 de abril de 1882, um padre local teria oferecido moedas de ouro a todas as donzelas que ainda não haviam beijado o tal homem. O problema é que nenhuma apareceu e, reza a lenda que o tesouro está escondido em algum lugar da Itália até hoje.
Um dos beijos mais famosos da vida real: sem nunca terem se visto, marinheiro e enfermeira se beijam em comemoração à rendição japonesa
Com ou sem essa história, a verdade é que beijo é muito bom. Ou, ao menos, para a maioria das pessoas. Eu mesma achava que devia ser um consenso - como alguém poderia não gostar? Mas tenho uma amiga que DETESTA (ela usa essa palavra mesmo) beijar. Ficaria até feliz se fossem só relatos de outros, mas já tive que ouvir de um paquera - no meio da pegação - que ele não gostava de beijar.
Tipos de beijo
Como será que o autor catalogou as quase 500 formas de beijar?
Segundo o “Dossiê do Beijo", livro de Pedro Paulo Carneiro, existem 484 formas diferentes de beijar. No meio de tantas opções, estão aqueles beijos deliciosos, que nos fazem até esquecer onde estamos. Tem o beijo que é muito bom, mas tem potencial para melhorar; e tem o beijo mediano, que não é ruim, mas também não é aquela brastemp.
A coisa se complica mesmo com os ruins de natureza, esses a gente nunca esquece. Você pode até não se lembrar dos melhores beijos da sua vida, mas os piores, ah... esses marcam. Tem beijo que o problema é meramente falta de encaixe: não importa o que você faça, os lábios não se acertam e as línguas não entram em consenso. Simplesmente não combinam. Eu até acreditava que não existia beijo ruim, que era tudo uma questão de perspectiva. Mas até a teoria da relatividade tem seus limites.
Pra começar, um clássico: aquele que acha que beijo bom é aquele que tem colocar muita língua. Muito parecido com esse, temos o "beijo acrobático": a pessoa movimenta tanto a língua e dá tantas voltas que é impossível acompanhar. E o "volta ao mundo"? A língua fica girando dentro da sua boca como se fosse uma motocicleta dentro do círculo da morte. Isso sem contar aqueles em que você é quase engolida ou que fica toda babada. Ah! Não posso esquecer o "língua parada", objeto de discussão no meu carnaval desse ano: eis que, no meio do beijo, do nada, a pessoa fica com a língua parada dentro da sua boca. Ficamos discutindo qual seria o objetivo disso... Vocês, queridos leitores, podem me mandar suas teorias?
Se alguns colocam a língua demais, não sei o que é pior. Isso ou o beijo vácuo: você vai com aquela vontade boa de beijar e não encontra nada. Fica lá, com uma língua solitária, desconcertada e sem saber direito se continua a colocar. Ou não.
Tá aí um tâmbler que achei bem curioso. O Recomende um Ex é um espaço em que você pode falar bem daquela pessoa com a qual já teve um relacionamento, mas que não deu muito certo. Tipo quando a gente tem uma noite ótima de sexo com um peguete - daqueles que não rola sentimento/apego -, e recomenda ele pra amiga no dia seguinte (sim, isso acontece!).
O site traz as fotos dos ex-namorados e namoradas, e uma pequena descrição do quão maravilhosa a pessoa é. Lá você encontra de tudo, de textos poéticos a outros... bem, nem tanto.
"Ela faz relógio virar calendário.
As horas do seu dia com ela vão virar as melhores horas da semana, do mês e ano!"
Instinto de leão, pegada de gorila
Um baiano que tem tudo que vc precisa na capital federal. Ideal para noites românticas e almoços em família!
A criadora, Carla Cortegoso, em entrevista ao P3 (você confere aqui), conta que tinha um ex "tão legal, mas tão legal, que merecia encontrar alguém tão legal quanto ele". Conversando com colegas de trabalho, descobriu que eles também tinham "ex legais que deveriam ser bem recomendados". E assim nasceu o tâmbler.
Fiquei pensando: será que os anunciados sabem que estão ali? Não sei, parece com o que minhas amigas fazem quando acham que estou encalhada. Ou o tipo de coisa que minha mãe faria para arrumar um genro.
Todo
brasileiro conhece o ditado que as coisas só começam a funcionar nas terras
tupiniquins depois do carnaval. Não é mera coincidência que volto a postar no
blog justamente nessa data. 2012 foi um ano extremamente cheio pra mim – dois empregos,
frilas, vida social, academia, aula de dança -, enfim. Não é que a Norma fosse
um projeto de segundo plano, mas por vários motivos não conseguia me dedicar a
ela como devia. Mas chega de desculpas e sem mais delongas, volto a escrever,
cheia de planos e expectativas.
Nada mais
justo que reinaugurar o blog com uma experiência que me deixou muito feliz. Fui
passar o carnaval com alguns amigos no Rio e numa dessas noites, em casa só com
as meninas, resolvemos tirar a roupa. E ficamos ali, só de calcinha, bebendo, conversando
bobagens e jogando totó. Os de imaginação mais fértil já vão pensar que o post
vai se desdobrar em um conto erótico com quatro mulheres se pegando loucamente.
Mas não. Ficamos assim e o máximo que aconteceu foi uma espécie de aula de strip tease, em que cada uma simulava o
que faria e assim podíamos trocar ideias. Aí você se pergunta, afinal, por que
escrever sobre isso? Calma, eu chego lá.
Voltando para
BH, comprei uma TPM para ler durante a viagem e qual não foi minha surpresa
quando vi que era uma edição especial sobre a nudez. A revista discute a hipocrisia
do país que, no carnaval admira seios e bundas desnudos, mas que condena um
topless na praia, um vestido muito curto e que acha sem sentido a marcha das
vadias.
Tá tudo liberado no carnaval
O problema é
que esse modo de pensar da sociedade em geral fica tão preso na cabeça das
pessoas – especialmente das mulheres, que tem a nudez muito mais condenada -
que ficar pelado, mesmo em lugares e ocasiões que seria normal, é algo que
incomoda. Enquanto lia, me lembrei da minha reação sentada à mesa com minhas
amigas. Eu, que me considero sem vergonha, me peguei algumas vezes intimidada
pela situação e instintivamente tentava cobrir os seios.
Censurado
São vários os
motivos que levam a essa inquietação. O primeiro que me vem à cabeça é o
desconforto que as mulheres sentem com relação ao próprio corpo, que não se
parece com o de uma panicat ou com a capa da playboy. Somam-se os tabus e preconceitos que existem em torno da
nudez, que ainda não é vista como algo natural . O nu ainda choca: uma manifestante de roupa não chama atenção; pelada, ela vira notícia. Além disso, a nudez é associada ao
sexo, algo ainda reprimido. Isso sem contar que, para muitos ficar pelado é estar
desprotegido, vulnerável, como se todo o seu ser – com qualidades e defeitos –
estivesse à mostra.
"Proibido pela censura
O decoro e a moral
Liberado e praticado
Pelo gosto geral
Pelado todo mundo gosta
Todo mundo quer
Ah é? É!
Pelado todo mundo fica
Todo mundo é..."
Ultraje a Rigor
Para quem
gostou do tema, vale a pena ler a TRIP. Além de uma entrevista com a Luana
Piovanni – que é capa da edição -, tem também um bate papo super legal com o
Otto, com o JR Duran e com o James Deen, ator pornô sensação nos Estados
Unidos. Outro relato que gostei muito foi da Milly Lacombe, colunista que topou
de despir para estranhos em uma aula de desenho.
Uma das minhas recordações mais antigas quando penso em nudez, abertura de uma novela que tinha como tema a música do Ultraje a Rigor
A Prudence está celebrando 21 anos e para
comemorar lançou a linha Prudence Vintage, que traz vários produtos com
embalagem retrô. Gostou? E que tal ganhar um kit exclusivo com todos
esses itens? É fácil, basta curtir e compartilhar a página da Norma no Facebook e se
inscrever no link da promoção. O resultado sai dia 04 de dezembro.
Nos próximos posts, mais informações sobre cada produto do kit!
Há um tempo vi Louis Theroux e a Indústria Pornô, um documentário que mostra como a indústria de produções adultas tem sobrevivido com a internet - e as infinitas possibilidades que a rede oferece, como o vasto acervo disponível e os filmes amadores, por exemplo. Já não vemos mais nas locadoras - as poucas que ainda existem - aquela seção escondida em que as crianças eram proibidas de entrar e quase ninguém está disposto a comprar pornôs.
Uma das saídas são os longas destinados a casais, que tem mais história e que são esteticamente mais bonitos. Outra aposta são as superproduções, como as paródias dos longas hollywoodianos (já falei sobre isso aqui). Alguns filmes são criativos, mas outros, sinceramente, beiram o ridículo e me parecem dinheiro jogado fora. Como essa que fala o post de hoje.
Inspirado em um sucesso do terror da década de 80 - Evil Head, a morte do demônio - a paródia pornô também traz mortos-vivos (ou mortas, no caso) e pessoas sujas de sangue. A questão é: é para ficar excitado ou para rir?
Norma Lúcia. Personagem de A casa dos Budas Ditosos, de João Ubaldo Ribeiro. Ela era uma espécie de guia sexual para a protagonista do livro. Uma mulher sem temores ou preconceitos, aberta a todos – sim, todos, sem exceção – os tipos de experiências. É também esse o nome que escolhi para a escritora desse blog, meu lado jornalista-interessada-por-sexo. Meus amigos dizem que me pareço com ela em alguns aspectos, então resolvi assumir nesse blog meu lado Norma Lúcia, como uma espécie de alter-ego.